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No início da nossa vida escolhemos uma dinâmica que vai estabelecer (como programa inconsciente) nossa perspectiva ou visão de vida que influencia  a criação da nossa realidade criando situações que confirmem essa perspectiva. É um processo transformador.

A primeira dinâmica é a definição do FORTE-FRACO. É comum perceber, no relacionamento entre nossos pais, um deles sendo coitado e outro como aproveitador. Então temos a impressão de que um deles é forte e o outro é fraco. Essa percepção (infantil) não tem a ver com a realidade, mas com a maneira que você encara esse relacionamento quando criança. Por exemplo: o pai sai para trabalhar e a mãe fica em casa. A causa da interpretação é personalizada, o que importa é o que você sente a respeito do fato e não o evento em si. Diante desse fato podem ocorrer várias interpretações. Um exemplo da visão de uma criança (duas possibilidades de percepção no mesmo cenário): meu pai fica o dia inteiro fora e coitada da minha mãe, que fica sozinha em casa, cuidando de tudo e quando meu pai chega ainda dá trabalho para ela. Outra interpretação possível: coitado do meu pai, que tem que sair para trabalhar o dia todo, minha mãe é folgada, que fica sem fazer nada e gasta o dinheiro dele.

Em outo cenário: o pai sai de casa e volta bêbado e trai a mãe.  A criança tem a impressão de que o pai é um sacana que magoa a sua mãe.  Outra criança pode ter pena do pai, que é um doente, alcólatra e sente que a mãe é uma guerreira, forte, que aguenta tudo e dá conta de tudo.

Para identificar sua criação da realidade atual é necessário identificar quem você enxergou como forte e quem você percebeu como fraco no relacionamento. Na sequência passar a perceber ambos os pais com o mesmo tamanho, força e poder. Isso faz com que você comece a harmonizar as energias de masculino e feminino (equilibrar as energias yang e yin) dentro de você. Você só vai conseguir equilibrar as energias se você internalizar o conceito de que cada um dos pais escolheu aquela vida, cada um tem o seu poder e tinham escolha de permanecer ou não naquele relacionamento. Essa percepção e nível de consciência são fundamentais para você olhar para pai e mãe da mesma maneira. O mais importante é saber e executar essa nova percepção emocionalmente, para não ficar estagnada(o) no raciocínio. O conceito não pode ficar só na mente, e a informação tem que ancorar nos sentimentos. Então você começa a aceitar dentro de você a energia do masculino e a energia do feminino, dando para ambas espaço para se expressarem. Para a vida caminhar em harmonia é necessário equilibrar essas duas energias.

A segunda dinâmica transformadora é a do PEGAR ou LARGAR. Ela vai acontecer logo depois da sua percepção do Forte ou Fraco. Assim que você definiu, quando criança, quem era forte ou fraco, você vai decidir qual energia você pega e qual você nega. Quando você nega um lado, tudo que ele representa vai te faltar: yin (introspecção, análise, aceitação, pacifismo, introversão, perdão, acolhimento, ternura, carinho, receptividade) ou yang (pró-atividade,  movimento, crescimento, atitude, decisão, ação, comando, etc). Você terá o outro lado em excesso. Excesso de uma energia e falta da outra irá causar vários distúrbios e problemas. Se a criança sente que o pai tem uma vida maravilhosa, viaja, aproveita a vida, conhece pessoas interessantes, etc.; enquanto a mãe, coitada fica presa em casa, esperando indefesa, cuidando da familia. Pode-se acreditar que um ou o outro não estão agindo corretamente para garantir a felicidade do cônjuge. Usar o poder de fazer o parceiro feliz para fazê-lo(a) sofrer, em lugar de perceber que cada um tem o poder de ser feliz, capaz de se gerenciar emocionalmente, independente do julgamento de quem olha de fora (a criança que julga, no caso). Isso faz a criança (durante sua vida) rejeitar e perder as habilidades que um dos pais carrega. Essa internalização pode bloquear a vida profissional, prosperidade, habilidades para lidar com várias situações na vida.

Observe qual habilidade te falta. Reflita e encontre essa habilidade no seu pai ou na sua mãe. Tente olhar para eles buscando as competências, fora do julgamento infantil anterior ou padrão de pensamento. Se você não consegue ver nada de bom em uma das partes é sinal de que te falta alguma coisa que você não percebeu antes. O que está escondido atrás daquilo que você não se permite ver está te faltando.

A energia que se nega, tende a voltar na forma de um parceiro afetivo, sócio ou chefe. Quando se exclui uma energia, ela tende a voltar para tua vida para promover o equilíbrio. Existe uma outra dinâmica dentro dessa chamada de “Jornada do (a) Guerreiro (a)”.  Quando sente que ou o pai ou a mãe eram muito poderosos e magoa a outra pessoa,  em lugar de negar aquela energia, você decidiu ser mais poderosa(o) que essa pessoa (pai ou mãe) para poder vencer e solucionar a questão de domínio que um dos pais tem sobre o outro. Decide que jamais machucará as pessoas assim como o pai ou a mãe poderoso(a) fazia. Mas isso pode causar reversão, acabar se dobrando diante da outra energia faltante e a pessoa não conseguir se realizar.

É necessário transcender a ideia que uma pessoa tem poder sobre a outra, ou que o pai (ou a mãe) causava sofrimento ao outro parceiro(a). O paradigma atual tira o poder de nós, nos tornando dependendes da outra pessoa, enfraquecendo o próprio livre-arbítrio, aguardando ordens para agir. Isso nos coloca em zona de conforto. Quando procuramos conselhos tendemos culpar ou jogar a responsabilidade nos outros. Isso é uma negação total de que o poder é nosso. Para dar um salto de consciência é necessário resgatar o conceito de que o poder é seu e ninguém tem esse poder de causar isso ou aquilo em você. Passar da consciência do amor infantil para o amor maduro.