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Código de Ética do Tarot

 

Código de Ética do Tarot e demais Oráculos

A versão original do Código Ético del Tarot (eticaytarot.com) foi redigida pela Escola Mariló Casals e pela Escola Lemat e apresentada no 2° Congresso de Tarot, realizado em Barcelona (Espanha), no dia 9 de março de 2013. A versão em português foi autorizada pela organização do congresso em fevereiro de 2015. Somos gratos pela oportunidade de disponibilizar este material em sintonia com os amigos hispânicos, pois cria-se uma unidade no discurso. 

O Código de Ética do Tarot está dividido em duas seções:

  1. Os compromissos éticos, em que se detalham os aspectos que configuram o código de ética em si.
  2. Esclarecimentos e recomendações relacionadas com o código de ética, dirigidos aos profissionais de Tarot (ou de outras mancias e oráculos, se assim desejarem).

"A adesão a este código ético é voluntária, mas aquele que assumir publicamente o seu uso, deve fazê-lo integralmente."

 

Por que é importante dispor de um código ético?


O uso profissional do Tarot em aconselhamentos é uma atividade que não contava com uma formação homologada – tanto na interpretação do oráculo quanto na condução do atendimento em si. Muitos tiveram acessos a cursos e workshops, presenciais e/ou online. Outros se desenvolveram de forma autodidata através de diferentes livros e conteúdos disponíveis na internet – ou através de uma única fonte. Muitos possuem acentuadas faculdades psíquicas e têm um jeito próprio de acessar informações e transmiti-las ao consulente. Independente dos antecedentes e da habilidade de cada um com as cartas e oráculos, o objetivo de um código ético não é dizer como as pessoas devem trabalhar, mas estabelecer parâmetros seguros e adequados de atuação, protegendo o profissional, todo aquele consulente que procura este tipo de orientação e o segmento como um todo.

 

é.ti.ca - sf (gr ethiké)

  1. Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana.
  1. Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; deontologia – ciência do dever e da obrigação.
  1. Parte prática da filosofia social, que indica as normas a que devem ajustar-se às relações entre os diversos membros da sociedade.

 

Decálogo

Nós orientamos, os clientes decidem:

  1. Acreditamos no livre-arbítrio. As cartas indicam, mas não determinam. Quando interpretamos um jogo de Tarot ou um Oráculo, o que vemos é como a situação se apresenta no momento presente e para onde ela se encaminha. A partir deste ponto, o consulente e as pessoas envolvidas na interpretação da leitura do Oráculos que escolhem seguir este fluxo ou traçar outra rota.
  1. Informamos as opções, não tomamos as decisões. Diante de qualquer decisão do consulente, pontuamos as diferentes possibilidades, mas cabe à pessoa decidir para onde deseja ir, como e quando. E, sim, devemos antecipar o que pode ser encontrado em cada um dos caminhos.
  1. Respeitamos as diferentes formas de pensar e de fazer as coisas. Não julgamos. Em nenhum caso se deve emitir julgamentos internos ou externos para o consulente. Todo mundo tem suas razões e ninguém é melhor ou pior por isso. Nós não sabemos como iríamos agir nas mesmas circunstâncias e com a experiência que o outro possui.
  1. Nós ajudamos o consulente a descobrir e desenvolver ao máximo os seus potenciais. Oráculos são ferramentas que podem ajudar e orientar os outros muito bem nesse sentido. É uma maneira de incentivar o potencial e os recursos que todos nós temos e, muitas vezes, não reconhecemos ou não estão conscientes. Quando vemos uma oportunidade em qualquer campo de experiência (trabalho, sentimentos, dinheiro, crescimento pessoal etc.), orientamos o consulente para que ele se beneficie plenamente.
  1. Nós detectamos possíveis dificuldades e buscamos soluções de evitá-las e/ou superá-las. Quando vemos uma dificuldade, seja ela qual for, grande ou pequena, sempre orientamos o consulente de forma positiva, sem assustar. Veremos, através das cartas, como superar ou evitar as situações mais complexas e, se não for possível, descobriremos qual é a maneira mais suave e qual o aprendizado necessário para concluir o processo da melhor forma possível. Nós nunca seremos deterministas ou negativos, pois isso iria perturbar ainda mais o consulente e piorar a situação. É nossa atribuição ajudar o consulente a ver outras opções e possibilidades.
  1. Utilizaremos sempre uma linguagem clara e adequada. É muito importante o uso de uma linguagem que seja compreendida por quem ouve, concreta, sem abstrações ou ausência de foco. Também devemos evitar as expressões técnicas (como as oriundas da astrologia ou de outros conhecimentos).

 

Confidencialidade:

  1. Tratamos com confidencialidade todas informações que surgem em um atendimento, tanto as que recebemos do consulente quanto as orientações do jogo. A pessoa que nos procura merece privacidade com relação a tudo o que venha a ser discutido. Sempre adotamos sigilo profissional.
  1. Não utilizamos de qualquer forma, direta ou indiretamente, as informações de uma consulta para ganho pessoal.

 

Responsabilidade:

  1. Somente as ações e decisões do consulente podem mudar o seu futuro. A única coisa que podemos fazer (e devemos fazer da melhor forma possível) é orientar. A última palavra é a do consulente com relação ao seu trabalho pessoal. Portanto, nunca interviremos, de maneira alguma, para modificar o seu futuro, seja com magia ou lhe dizendo o que fazer.
  1. Teremos um preço previamente estabelecido, definindo o serviço que será realizado. O valor deve considerar a duração da consulta, além da habilidade e experiência comprovada do profissional. Informaremos claramente as características do serviço oferecido em nosso material de divulgação, a duração da consulta, o seu valor e se algo a mais é oferecido, como a gravação do atendimento.

 

 

Autoria e responsabilidade

Nenhum indivíduo ou organização se coloca como titular na criação da “Edição Brasil” do Código de Ética do Tarot. Trata-se de uma iniciativa coletiva, de adesão voluntária, com três referências eletrônicas: site, email e página no Facebook.

 

 

 

Solicitações de alteração, exclusão ou acréscimo no presente texto deverão ser encaminhadas e levadas à discussão coletiva em espaço, física ou virtual, eleita para tal e amplamente divulgado através dos canais disponíveis.

 

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