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Deusas de várias culturas - Despertar do Sagrado feminino

No mundo esotérico, masculino e feminino não significam homem e mulher. Na verdade,  todas as pessoas possuem suas energias masculinas yang) e femininas (yin), muitas vezes desequilibradas por conta de papéis de gênero e funções sociais.

O culto às divindades pode ser um grande auxiliar nesse quesito, pois representam arquétipos de energias capazes de nos lembrar, em nosso interior, aquilo que podemos esquecer, ou de fortalecer nossas capacidades favoritas.

Apresentamos aqui algumas deusas que permearam a história das civilizações de poderosas energias femininas.

1. Mazu ou Matsu

Mãe Ancestral, Imperatriz dos Céus e Deusa dos Mares

Era o 23º dia do terceiro mês lunar do ano de 960 quando ela veio ao mundo, iluminando o espaço e preenchendo o ar com aroma de flores desabrochando. A parturiente, já mãe de cinco filhos homens,  fervorosa devota de Guanyin, deusa da misericórdia, tinha orado com todo seu coração por uma filha. Ouvindo suas preces, a deusa lhe apareceu em sonho, ofertando-lhe uma flor para que a comesse. Não demorou muito e a mulher engravidou e deu à luz a Lin Niang. A menina tão desejada não chorou uma única vez durante seu primeiro mês de vida, razão pela qual seus pais lhe acrescentaram o nome Mo, que significa ‘silenciosa’.

Vivendo na pequena ilha de Meizhou, localizada do estreito entre a costa sudoeste da China e Taiwan, a família Lin vivia da pesca e do comércio, uma vida cheia de perigos nas águas turbulentas do mar, que não eram muito gentis com os pescadores e suas precárias embarcações.

Lin Mo Niang cresceu e logo se revelou uma criança extraordinária. Com apenas quatro de anos de idade, durante a visita a um templo budista, ela parou extasiada diante da estátua da deusa Guanyin. Esta a reconheceu e lhe transmitiu a habilidade de prever eventos que aconteciam distante no tempo ou no espaço. Aos dez anos, Mo iniciou seus estudos formais e sua espantosa capacidade de memorização fizeram com que se tornasse discípula de um grande sacerdote, que além dos ensinamentos budistas, também a iniciou nos mistérios daoistas. Quando não estava estudando as escrituras sagradas, Lin Mo gostava de vagar pelas praias desertas. Conta a lenda que um dia um dragão emergiu do mar e lhe entregou um disco de bronze. A partir deste momento, ela foi capaz de prever mudanças no clima com tal precisão, que os pescadores a consultavam antes de sair para pescar em mar aberto.

Herdeira da velha tradição xamânica chinesa, ela não apenas previa acontecimentos, mas também tinha o poder de curar. Mas além de curar os doentes, ela também ensinava às pessoas como evitar epidemias e doenças. Amada e respeitada por todas as pessoas do povoado, recusou-se a casar e dedicou sua vida e suas habilidades especiais para ajudar seus semelhantes.

Aconteceu que um dia, seu pai e irmãos foram pescar em alto mar. Lin Mo tecia tranquilamente em casa, quando sua visão lhe mostrou a formação de um forte tufão. Imediatamente ela entrou em transe e se deslocou para o mar, trazendo seus irmãos um a um à praia, em segurança. Quando estava ajudando seu pai a retornar, sua mãe e encontrou debruçada sobre o tear e, assustada, chamou por ela. A compaixão diante da agonia de sua mãe despertou Mo, impedindo-a de salvar seu pai. Quando seus irmãos retornaram para casa, relataram a forma milagrosa como foram ajudados no meio da tormenta.

Algum tempo depois deste acontecimento, aos 28 anos de idade, Lin Mo anunciou que estava na hora de ir para casa. Silenciosa como viveu, subiu ao topo de uma montanha e sentou para meditar, envolta em nuvens. Quando as nuvens se dissiparam, ela havia desaparecido. No mesmo instante, um colorido arco-íris surgiu no céu e música celestial preencheu o ar.

Nos tempos que se seguiram, marinheiros e pescadores começaram a ver a deusa vestida de vermelho vir em seu socorro quando, em alto mar, uma tormenta se aproximava e as águas se agitavam. Passaram a referir-se a ela como Mazu, ‘Mãe Ancestral’, a quem oravam para pedir uma viagem segura.

No século XI, ela recebeu o título de ‘Princesa do Favor Sobrenatural’, primeiro de uma série de títulos oficiais, entre eles ‘Imperatriz dos Céus’. A concessão de títulos era um expediente muito utilizado pelos imperadores chineses para cooptar forças poderosas que atuavam junto à população e incorporá-las na religião oficial. Apesar disto, as pessoas acreditam que, em situação emergencial, é melhor invocá-la como Mazu, pois assim ela virá sem delongas atender aos chamados, visto que como imperatriz ela primeiro teria que se vestir de acordo com o protocolo, retardando o socorro.

Além de fazer parte da vida diária dos marinheiros, pescadores e comerciantes chineses que habitam Taiwan e a costa sudeste da China, onde cada cidade costeira possui um templo dedicado a ela, o culto a Mazu se espalhou e hoje podem ser encontrados templos em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia e em todos os redutos chineses dos Estados Unidos. O foco central de seu culto, contudo, fica na Montanha Wuyi, na província de Fujian, na costa sudeste da China.

- DURGA

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios.
No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível"[1] ou "a invencível"[2]) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi.[3] Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.
Durgha é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).
A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas.

- SHÁKTI

Shákti significa um poder divino, na religião e mitologia indianos. Essa palavra pode ser utilizada como sinônimo de Devi, a deusa indiana suprema; mas pode também representar a esposa de uma divindade masculina hindu. Assim, Parvati é a shakti de Shiva, Lakshmi a de Vishnu e Sarasvati a de Brahma.
Um dos mitos conta que, quando os deuses se reuniram para criar o mundo, apenas Shiva, o asceta que passava o tempo em meditação no Himalaia não tomara ainda esposa. Como se recusasse a sair do estado de absorção, o mundo não poderia ser criado, e assim esse dois, e ainda outros deuses, procurando uma mulher que se dispusesse a viver a dura vida de privações de Shiva, encontraram Sáti, a primeira esposa do deus asceta, que mais tarde, ao se autoimolar por ter sido seu marido desrespeitado, se tornou o símbolo da lealdade da esposa.
Há três Shaktis que são as companheiras dos Deuses da Trimurti Hindu.

- ÍSIS

Isis é uma das deusas mais mais poderosas para os Egípcios. Até mesmo seu nome significa “trono”, demonstrando seu poder real. Suas habilidades mágicas são tão grandes que ela podia até mesmo curar os doentes e trazer os mortos de volta à vida. Isis é vista como uma protetora poderosa e uma modelo materna.

Ísis fazia parte da Enéade, uma família de nove deuses descendentes do deus criador: Atum ou . Ela e seus irmãos – Osíris, Set e Néftis – eram a última geração da Enéade, nascidos de Geb, deus da terra, e Nut, deusa do céu. O deus criador, o governante original do mundo, passou sua autoridade através das gerações masculinas, assim Osíris tornou-se rei. Ísis, esposa e irmã de Osíris, era sua rainha.

Set matou Osíris e desmembrou seu corpo. Ísis e Néftis, junto com outras divindades como Anúbis, procuraram pelas partes do corpo de seu irmão e o remontou. Seus esforços foram o protótipo mítico da mumificação e outras antigas práticas funerárias egípcias.Segundo alguns textos, elas também tiveram de proteger o corpo de Osíris de mais dessacrações nas mãos de Set ou de seus servos.Ísis era a epítome da viúva em luto. O amor e luto dela e de Néftis pelo irmão ajudaram a restaurá-lo a vida, assim como a recitação de feitiços mágicos. Textos funerários continham discursos de Ísis em que expressava sua dor pela morte de Osíris, seu desejo sexual por ele e até mesmo raiva por ele tê-la deixado. Todas essas emoções desempenharam papéis em sua ressuscitação, já que tinham a intenção de estimulá-lo a agir.Ela finalmente conseguiu restaurar a vida do corpo de Osíris e copulou com ele logo em seguida, concebendo seu filho Hórus. Osíris, deste momento em diante, passou a viver apenas no Tuat, o submundo. Entretanto, Ísis conseguiu garantir que seu marido iria sobreviver no pós-vida por ter lhe dado um herdeiro que iria vingar sua morte e realizar ritos funerários.

O papel de Ísis nas crenças do pós-vida era baseado no mito. Ela ajudava a restaurar as almas dos mortos a completude da mesma forma como havia feito com Osíris. Assim como outras deusas, como Hator, ela também atuava como mãe dos mortos, proporcionando proteção e nutrição. De acordo, Ísis algumas vezes assumia a forma de Amentent, a deusa do ocidente, que adotava a alma morta no pós-vida como seu filho. Durante boa parte da história egípcia, acreditava-se que divindades masculinas como Osíris possuíam poderes regenerativos, incluindo potência sexual, que eram cruciais no renascimento. Achava-se que Ísis apenas tinha ajudado ao estimular esses poderes.Poderes divinos femininos tornaram-se mais importantes na crença do pós-vida no final do Império Novo. Vários textos funerários ptolemaicos enfatizavam que Ísis assumiu um papel ativo na concepção de Hórus ao estimular seu marido sexualmente, com decorações de tumba do período romano a representando em um papel central,enquanto um texto funerário da época sugeria que mulheres eram capazes de juntar-se ao séquito de Ísis e Néftis no pós-vida.

Estátua de Ísis cuidado de Hórus, c. século VII a.C..